Resenha número 47.

20 fevereiro 2012

Clarissa
Autor: Erico Verissimo
Editora: Companhia de Bolso
Nota: 


SinopseClarissa vem de uma cidadezinha do interior para estudar na capital, Porto Alegre, onde mora na pensão de tia Eufrasina.
Acompanhando o olhar da jovem alegre e otimista, Erico Verissimo narra o despertar da consciência do mundo em uma adolescente. 
Clarissa retrata o cotidiano numa pensão familiar na Porto Alegre da década de 30 e, ao mesmo tempo, as convulsões do Brasil e do mundo naquele período.
Clarissa é uma menina de 13 anos que vive na pensão, junto com outros hóspedes: Amaro que é um músico infeliz e calado, um major, um judeu, um protestante, seu tio desempregado, a empregada romântica, um peixe, um papagaio e um gato. 


Clarissa tem mais em comum com Érico do que se pode esperar. Ambos sairam do interior para a capital, presenciando um declínio financeiro de onde vieram, vendo a família passar dificuldades, e por último tendo como opção os estudos na capital.
Érico viveu em pensões e não tinha uma tia para olhá-lo, diferente de Clarissa.
O livro se trata dos pensamentos de uma menina que está se tornando moça. No início mostra a visão colorida da vida, onde ela brinca todo o tempo no pátio, correndo e pulando. E depois mostra a menina com seus 14 anos, colocando seu sapato de salto alto, e pensando no Príncipe Sapo. Seus estudos estão acabando e é hora de voltar para casa, deixando a pensão.
É uma história linda, que faz paralelo com a infância de Amaro, e com a chegada dele na capital. Deleitando-se com a felicidade e a mocidade de Clarissa.




Sobre o autor: Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta, em 17 de dezembro de 1905, e faleceu em Porto Alegre dia 28 de novembro de 1975. Foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX. De família abastada que se arruinou, Érico Veríssimo era filho de farmacêutico e de uma dona de casa. Por volta de 1914, com quase dez anos, Érico criou uma "revista", Caricatura, na qual fazia desenhos e escrevia pequenas notas. Aos treze anos, Érico já lia autores nacionais, como Aluísio Azevedo e Joaquim Manoel de Macedo, e estrangeiros, como Walter Scott, Émile Zola e Fiódor Dostoiévski. Em 1927, Veríssimo conheceu sua futura esposa, Mafalda Halfen Volpe, então com quinze anos, e os dois ficaram noivos em 1929. Nesse mesmo ano, publicou-se o primeiro texto de Veríssimo: Chico: um Conto de Natal, na revista mensal "Cruz Alta em Revista". Em seguida, seu amigo Manuelito de Ornelas enviou os contos Ladrão de Gado e A Tragédia dum Homem Gordo à revista do Globo. E o jornal Correio do Povo publicou o conto A Lâmpada Mágica.

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