Resenha número 48.

21 fevereiro 2012


Fantasmas do século XX
Autor: Joe Hill
Editora: Sextante – Ficção
Nota: 

Sinopse: Joe Hill apresenta 17 contos que passeiam por todas as vertentes da literatura de terror – do sobrenatural ao suspense, do thriller à fantasia. Em cada conto, por meio da trajetória de cada personagem – um menino inflável; o filho de Van Helsing; um garoto seqüestrado que recebe ligações de um morto; um editor que se vê dentro de um conto de terror; um dono de cinema que se apaixona por um fantasma – Hill dá vida aos piores pesadelos, levando o leitor à reflexão das atrocidades humanas.

Composto de quinze capítulos (sim, só consegui contar 15 capítulos, pois para mim os dois últimos além de estarem fora da lista de contos, são respectivamente Agradecimentos e A máquina de escrever de Cherazade não chegam a ser contos – a menos que esteja muito enganada!), é bem distribuídos em 285 páginas.
Esta obra de Joe Hill pode ser considerada como um thriller psicológico, escrito de forma por vezes doce, impossível parar de ler antes de chegar à última página.
Em seu primeiro conto, intitulado de “O Melhor do Novo Horror”, Joe retrata a vida de um editor que está cansado do clichê que encontra em todos os textos de terror publicados no momento em que se dá a trama. Até que chega em sua casa um exemplar de um texto (ButtonBoy), o qual deixa Eddie Carroll fascinado pela história e pela escrita do autor Noonan. Em busca dele para publicar o conto em seu livro “O Melhor do Novo Horror”, Carroll se encontra em uma verdadeira cena de terror.
No segundo conto, “Fantasma do século XX”, conta a história de uma jovem fantasma que aparece a alguns telespectadores. Seu final é trágico e emocionante.

Já no terceiro conto, "Pop Art", Arthur Roth é o amigo inflável do narrador. Junto dele, vivem aventuras, até que o fim se aproxima.
Em "Vocês irão ouvir o canto do gafanhoto", Francis Kay, aos dezoito anos acorda e descobre que havia virado um inseto. Mas não um inseto comum, que rodeia lixo e que as vezes come outros insetos, mas sim um inseto gigante, que come carne humana e que solta algo como ácido para apagar vestígios. Este conto está dividido em números, que vão de um a quatro.
Em seu quinto conto, "Os meninos de Abraham", Maximilian é irmão de Rudolf e ambos são filhos de Abraham Van Helsing, um caçador de vampiros que numa hora de extrema loucura, apresenta a profissão aos filhos e tem logo após isso um desfecho trágico.
O próximo conto, "Melhor do que lá em casa", conta a história de um garoto (Homer) que tem, digamos, alguns "problemas".
No conto “O telefone preto”, dividido em oito partes, traz uma das tramas mais surpreendentes do livro, a qual traça o seqüestro de Finney por “um homem gordo”, que se diz palhaço nas horas vagas. Como todos os demais, o fim acaba com mortes.
Em “Encurralado”, Wyatt flagra um possível assassinato. Uma mãe enlouquecida acaba por matar seus dois filhos e se diz inocente, até os fatos começarem a aparecer e sua máscara cai.
A Capa” traz a história de dois irmãos e uma capa, digamos, mágica. Não há mortes dos personagens principais, embora aconteçam diversos acidentes ao longo da narrativa.
Em “Último Suspiro”, o Dr. Alinger mostra a um casal junto com seu filho o museu que construiu com o último suspiro de diversas pessoas. Para cada frasco, um estetoscópio com o diafragma inserido dentro do vidro e lacrado com fita transparente. Cada pessoa que ouve o breve silêncio dos suspiros terminais de uma vida tem uma reação. O fim da mulher teve algo parecido.
Madeira morta” é um conto de apenas duas folhas. Trás o relato de que árvores podem aparecer do nada, em qualquer lugar do mundo, assim como os fantasmas.
No conto “O Desjejum da Viúva”, conta a fuga de Killian e como ele encontra uma mãe e duas filhas – vivas – e o que ela faz à beira de uma estação de trem.
Bobby Conroy volta dos mortos”. Duas pessoas se reencontram depois de um longo tempo separadas, em uma gravação de “Despertar dos mortos”.
Em “A máscara do meu pai”, penúltimo conto do livro, reis e rainhas do baralho criam vida.
Internação Voluntária”. Sobre o último conto não darei pistas do que se trata, só para vocês irem atrás do livro e lerem – sou má mesmo, muahahaha!
Este foi o primeiro livro que recebi de parceria com a Editora Sextante/Arqueiro e fiquei muito feliz em receber este livro tão mágico e aterrorizante. Só tenho uma critica construtiva com relação ao material que são feitas as folhas. A cor está perfeita, pois o branco acaba sempre prejudicando um pouco minhas vistas, mas com relação ao tato, à textura, é algo estranho, indescritível. Mesmo assim, a leitura flui rápido e a tradução foi perfeita. Parabéns a editora!

Sobre o autor: Joe Hill é um escritor estadounidense de livros do gênero de ficção. É filho do também escritor Stephen King. Seu nome foi escolhido como uma forma de homenagem ao anarquista sueco Joe Hill. Em 2007, lançou um livro de terror, intitulado no Brasil de A Estrada da Noite. É também de sua autoria a coletânea de contos Fantasmas do século XX, publicada no Brasil em 2008. Voltou a escrever outra novela de terror em 2010, com o titulo de O Pacto. Todos os seus livros foram publicados no Brasil pela Editora Sextante.
         



2 comentários

  1. Joe Hill ♥♥♥♥♥
    não tenho muito o que falar do autor.
    li recentemente esse livro dele e me encantei muito com várias histórias dele, principalmente a da garota no cinema. '-' fantástico. filho do mestre, mestrinho é.
    kkkkkkkkk
    beijos
    Amy - Macchiato

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  2. Eu não me interesso por histórias assustadoras, nem isso nem contos. Então por mais que elogiem o livro vai ser aquele tipo que eu não lerei :/
    Ameeeeeeei o layout do blog, é muito perfeito.

    Beijos,K.
    Girl Spoiled

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