Resenha número 54.

29 fevereiro 2012


A Vida em tons de Cinza
Autor: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
Nota:
 
Sinopse: Lina Vilkas é uma lituana de 15 anos cheia de sonhos. Dotada de um incrível talento artístico, ela se prepara para estudar artes na capital. No entanto, a noite de 14 de junho de 1941 muda para sempre seus planos. Por toda a região do Báltico, a polícia secreta soviética está invadindo casas e deportando pessoas. Junto com a mãe e o irmão de 10 anos, Lina é jogada num trem, em condições desumanas, e levada para um gulag, na Sibéria. Lá, os deportados sofrem maus-tratos e trabalham arduamente para garantir uma ração ínfima de pão. Nada mais lhes resta, exceto o apoio mútuo e a esperança. E é isso que faz com que Lina insista em sua arte, usando seus desenhos para enviar mensagens codificadas ao pai, preso pelos soviéticos. A vida em tons de cinza conta a história de um povo que perdeu tudo, menos a dignidade, a esperança e o amor. Para construir os personagens de seu romance, Ruta Sepetys foi à Lituânia a fim de ouvir o relato de sobreviventes dos gulags. Este livro descreve uma parte da história muitas vezes esquecida: o extermínio de um terço dos povos do Báltico durante o reinado de horror de Stalin. Para Estônia, Letônia e Lituânia, essa foi uma guerra feita de crenças. Esses três pequenos países nos ensinaram que a arma mais poderosa que existe é o amor, seja por um amigo, por uma nação, por Deus ou até mesmo pelo inimigo. Somente o amor é capaz de revelar a natureza realmente milagrosa do espírito humano.


Sinceramente, achei o livro um tanto quanto especial. Ele me fez lembrar O Menino do Pijama Listrado, um livro espetacular, o que consequentemente, o torna também especial.
De cara me apaixonei pela capa. Essa espécie de analogia, entre uma pequena plantinha, se desenvolver num lugar onde isso jamais aconteceria, é fantástico.
Ao passar das páginas a história foi me comovendo, me surpreeendendo e principalmente me conquistanto. Foi impossível não ficar agitado, querendo quebrar a cara do Stalin. Idiota.
Recomendo demais. 


 Sobre o autor: Nascida e criada em Michigan, nos EUA, Ruta é filha de um litiuano refugiado. Os países bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia - sumiram do mapa em 1941, anexados pela União Soviética e só reconquistaran a sua independência na década de 90. Com, A Vida em tons de Cinza, seu primeiro romance, Ruta pôde dar voz às centenas de melhares de pessoas que, de alguma forma, foram atingidas pelo genocídio perpetrado por Stalin. Ruta mora com a família no Tennesee.

Um comentário

  1. Já tinha ouvido falar deste livro, assim bem por cima. Ao ler a resenha fiquei realmente interessada em lê-lo, principalmente pelo tema retratado e por poder conhecer mais de perto a realidade de tais países naquela época.

    Bj
    escrevendoloucamente.blogspot.com

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