Resenha número 70.

29 março 2012


Moll Flanders
Autor: Daniel Defoe
Editora: Abril Cultural
Nota: 

Sinopse: Obra realista inspirada no romance picaresco espanhol, Moll Flanders: recria o mundo pitoresco dos aventureiros e prostitutas do início do século XVIII. Com inigualável mestria e riqueza de detalhes, Daniel Defoe conta a história de uma mulher que, tendo nascido na prisão, termina sua vida rica e respeitada. 


O que dizer de Moll Flanders? Nascida na prisão de Newgate, foi abandonada quando criança, tendo de viver num pequeno orfanato onde era motivo de piada (sem ela saber) por sustentar ares de grandeza, querendo ser uma lady, quando não tinha nem 1 centavo.
Dessa maneira, sendo convidada a frequentar a casa de mulheres ricas para brincar com suas filhas, Moll (nome falso que deram à ela quando já estava adulta) conseguiu uma casa para trabalhar quando a dona do pequeno orfanato faleceu.
Moll aprendia mais rápido do que as filhas da senhora rica, mesmo não tendo permissão para assistir direito às aulas. Era mais bonita e mais inteligente, coisa que fez as meninas se afastarem dela. 
O que parecia estar indo muito bem, não era nada favorável: os dois irmãos da família se apaixonaram por Moll. O mais velho, sendo mais ousado, rouba beijos da moça e promete que se casará com ela, deixando tudo em segredo da família (na verdade ele só quer se aproveitar da menina), e o mais novo a ama de verdade, espalhando para os quatro ventos que quer se casar com ela.
Moll, que se apaixona pelo irmão mais velho, se vê num grande problema, e com o passar dos meses, ela é obrigada a sair da casa onde trabalhava.
Esse é o primeiro episódio ruim de muitos que Moll passaria por toda a sua vida. Se casando com muitos maridos (alguns morrem, outros vão embora), e um deles sendo seu próprio irmão, a moça se vê num mar de misérias, onde suas únicas opções são roubar e se prostituir.
Adotando um nome falso, Flanders passa por muitas desventuras até a velhice, idade em que milagrosamente enriquece junto com seu último marido que também era ladrão.
Embora a personagem tenha um estilo de vida nada recomendável (e ela deixa bem claro que não deseja que ninguém siga os seus passos), Moll dá muitos conselhos e a todo momento diz que torce para que os relatos dela sirvam de exemplo para que ninguém caia nos armadilhas que ela caiu.


Sobre o autor: Daniel Defoe nasceu em Londres, 1660 e faleceu em 21 de Abril de 1731. Foi um escritor e jornalista inglês, famoso pelo seu romance Robinson Crusoe.
Depois de acabados os estudos, Defoe tornou-se comerciante, embora a sua tendência para a especulação não tenha favorecido essa carreira.
Defoe escreveu panfletos famosos, muitos deles favoráveis a Guilherme III. Para além disso, fundou e incrementou o jornal periódico The Review quase sozinho, desenvolvendo um trabalho que viria a favorecer a afirmação dos famosos The Tatler e The Spectator.
Contudo, foi graças a Robinson Crusoe, de 1719, que ficou famoso.
Faleceu em 24 de abril de 1731.

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