Resenha número 16 .

19 dezembro 2011

O Caçador de pipas .
Autor: Khaled Hosseini .
Nota:  


Sinopse: Em Cabul, nos anos 70, viviam dois meninos que passaram juntos toda sua infância, e foram amamentados pela mesma mulher. Eles eram Amir e Hassan. Amir era filho de um homem rico e respeitado entre os afegãos e Hassan era filho de um empregado da casa de Amir e havia nascido com o lábio leporino. Hassan era humilde e fazia tudo pelo amigo, inclusive o defendia nas brigas de rua. Amir era covarde e se aproveitava da ignorância e falta de estudos de Hassan, inventando histórias e significados de palavras, enganando-o, fazendo-o pensar que o que dizia era completamente ao contrário do que na realidade deveria ser. Amir era ciumento e inseguro, e sentia ciúmes quando seu baba (pai) demonstrava mais orgulho do comportamento de Hassan do que das atitudes de seu próprio filho.


O Caçador de Pipas é um romance escrito pelo afegão Khaled Rosseini que atualmente mora nos EUA – é bom que se diga isso. O livro virou best-seller, com milhões de cópias vendidas pelo mundo inteiro, fora os downloads do livro e filme que são muitos pela internet. Amir, o garoto rico e mimado; e Hassan, o garoto pobre que mesmo diante das dificuldades ainda sonhava, são os dois personagens centrais. O “ponto orgástico” do filme, onde irá arrebatar os espectadores para o reino das idealizações, é quando a amizade entre os dois é colocada em xeque. Hassan, diante de um grupo de garotos de etnia “inimiga” da sua, resiste em dar uma pipa que havia capturado e prometido levá-la ao amigo Amir, resultando em uma cena de estupro que é presenciada de longe por Amir. Diante da situação Amir foge da realidade, imaginando que nada havia acontecido, no entanto, é condenado aos tormentos do sentimento de culpa islâmico – não muito diferente do judaico-cristão – pelo resto da vida. A partir daí muitos espectadores se sentem indignados com Amir que não fez nada para defender o amigo. – Talvez precisamos questioná-los sobre qual o comportamento que eles esperam de uma criança que presencia uma cena de estupro...




Sobre o autor: Hosseini nasceu na capital do Afeganistão, Cabul. A sua mãe era professora de uma escola de segundo grau para meninas em Cabul. Seu pai envolveu-se com o Ministério do Exterior afegão. Em 1970, o Ministério do Exterior enviou a sua família para o Teerão, Irão (Teerã, Irã, na grafia do Brasil), onde o seu pai trabalhou para a Embaixada Afegã. Em 1973, Hosseini e sua família retornam a Cabul. Em Julho de 1973, na mesma noite em que nasce o irmão mais jovem de Hosseini, o reino do Afeganistão muda de mãos através de um golpe sem derramamento de sangue.
Em 1976, Khaled Hosseini e sua família se mudam para Paris, França, por conta do novo emprego do seu pai. Eles não voltam ao Afeganistão porque, enquanto estavam em Paris, comunistas tomaram o poder do país por meio de um golpe cruel. Deste modo, foi consentido à família Hosseini, asilo político, nos EUA, onde passaram a residir em San Jose, Califórnia. As suas propriedades foram todas deixadas no Afeganistão e eles foram forçados a sobreviver com ajuda governamental por um curto período.Hosseini formou-se na escola secundária em 1984 e inscreveu-se na Universidade de Santa Clara, onde ganhou título de Bacharel em Biologia, em 1988. Após alguns anos, ele ingressou na Universidade da Califórnia, San Diego, escola de Medicina, onde recebeu o título de Doutor em Medicina em 1993. Ele completou o período de residência em Medicina Interna na Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, no ano de 1996. Khaled Hosseini continua praticando medicina. Khaled Hosseini é casado com Roya Hosseini (sobrenome de casada), e tem dois filhos, Haris e Farah, a quem considera a noor de seus olhos.








2 comentários

  1. Um dos melhores livros que já li, a estória é fantástica e nos faz refletir um pouco em nossas ações.

    http://entrepaginasdelivros.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Oie!
    Estou retribuindo a visita e já estou seguindo o blog.

    Gosto bastante de O caçador de pipas mas não é meu preferido do autor. Me emocionei mais com A cidade do sol.

    Beijos!

    Máh - Crazy for books.

    ResponderExcluir