[Resenha] A menina mais fria de Coldtown

21 dezembro 2014

A menina mais fria de Coldtwon
Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 384
5_estrelas.png (145 × 27)

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros – são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada de cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado – que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça – e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.

Começo a resenha informando aos leitores que, por ventura, queiram ler A menina mais fria de Coldtown, não sabemos se realmente haverá uma continuação. Alguns blogs informam que sim, outros que não. A realidade é que não há nada disponível oficialmente na internet. Portanto, vou aguardar uma posição da Editora e, quando possível, volto para editar esta parte e anunciar finalmente se teremos o deleite de continuar a saga de Tana.

Disse isso tudo porque o final do livro deixa uma enorme lacuna, onde só a imaginação não é capaz de adivinhar o futuro dos personagens.

Tana acorda na banheira de uma casa onde houve uma festa insana na noite anterior. Ela mal se lembra do que estava fazendo ali, mas mesmo assim precisava sair. É quando ela desce para o andar inferior que ela descobre o porquê da casa estar tão silenciosa. Uma mão, já com a pele azulada em volta das unhas foi a primeira coisa que ela percebeu de errado.

Havia acontecido um massacre enquanto ela estava dormindo. Tana não podia acreditar em tudo o que estava acontecendo. O pânico tomou conta da situação e ela mal conseguiu alcançar novamente o andar superior, para buscar suas coisas e sair dali o mais rápido possível.

[...] mãos frias, coração morto.

O que ela encontra no quarto faz sua respiração falhar: Aidan, seu ex-namorado, estava amarrado na cama, ao lado de um belo estranho de olhos vermelhos, sedento por sangue. A jovem não sabia ao certo o que poderia fazer, mas tinha que salvá-los, antes que algo de muito errado acontecesse. A luta contra o pôr-do-sol começou e os três saíram em disparada.

Mas porque ela havia salvo o vampiro causador do Resfriado de Aidan? Sim, os infectados que ainda não sofreram a transformação são chamados de Resfriados na terra de Tana. E a moça sabia muito bem como era quase passar por esta situação toda, pois anos atrás alguém de sua família havia mordido-a. Se o pai não a salvasse, ela estaria fadada a morrer, ou de fome, ou literalmente ao se transformar em vampiro.

Uma vez que a pessoa fosse mordida, os sintomas apareceriam dentro de doze a quarenta e oito horas.

Precisavam chegar o mais rápido possível à Coldtown de Spriengfield, pegar sua recompensa – um sinalizador, que ela poderia usar para sair daquele local – e se certificar durante os próximos 88 dias de que não estaria realmente infectada, após ter sido arranhada pelas presas de um vampiro.

No meio do caminho encontram um casal de irmãos gêmeos que, assim como os três, tentam chegar à Coldtown. Mas as aparências enganam e ela descobriria isso da pior maneira possível. Eles tem um blog em que pretendem mostrar a realidade nua e crua da cidade, com toda a pompa e todo o terror que há ali dentro.

A luta pela sobrevivência começava assim que as gaiolas caíam do alto para o chão da Coldtown, e se não soubessem como se virar ali, estariam todos mortos.

Eles precisavam se separar. Gavriel, o desconhecido vampiro bonitão, tem seu próprio destino ali dentro, e procura impaciente por seu criador, Lucien Moreau. A traição não foi esquecida e será vingada, de uma forma ou de outra.

Aos poucos, tudo vai se encaixando e é aí que a ação toma conta do livro. Seu ápice é o final, inesperado e que não tem um fim propositalmente.

O livro é escrito em terceira pessoa, o que me deixou um pouco desconcertada, afinal sempre leio títulos em que conhecemos o ponto de vista de um único personagem, ou de maneira alternada entre eles. Mas consegui chegar até o final do livro sem nenhum problema, a não ser a revisão. Onde já se viu deixar escapar um erro como COSIAS? Fiquei indignada, de verdade, RS.

E sim, é possível a mocinha se apaixonar pelo vampiro sangrento, aquele de verdade, sabe? Que tem as principais características dos primogênitos do gênero. E embora os dois tentem reter esta paixão, no final a entrega é inevitável.

- Você é mais perigosa do que o nascer do sol.

[...] Não existe ninguém como você em todo o mundo e é você que eu quero. Eu quero você e eu odeio querer as coisas e eu odeio especialmente admitir que as quero.

A editora manteve a capa original, o que achei muito bom, porque provavelmente sairia aquelas de paint igual a gente ta acostumado a ver. O único problema é o papel. Não me desce, porque ele é tão fraco, tão rústico. De resto, a diagramação faz jus ao conteúdo da narrativa.

Só um adendo: comprei o livro durante a Comi Con Experience e por apenas 20 reais. Aliás, o preço máximo no estande era este. Me pergunto o porque na Bienal não ser assim. Fica dica pra 2016 em São Paulo, viu Novo Conceito? ;)



10 comentários

  1. Oiee ^^
    Também prefiro livros em primeira pessoa, mas A menina mais fria é um livro que eu tenho muita curiosidade de conhecer. A capa é mesmo muito bonita :)
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Oi Pam!
    Nossa, livros com finais abertos, aff, é um caos. O Doador de Memorias que eu diga, super decepcionado ao saber que A Escolhida não é literalmente uma continuação, mas uma historia no mesmo universo. Não, sinceramente, se começou tem que acabar. Acho que me aventurar em titulos de vampiros talvez seja outro topico pra mim não ir atras desse livro. Atualmente minha pedida é distopia.

    Abraços
    David Andrade
    http://www.olimpicoliterario.com/

    ResponderExcluir
  3. Gostei muito de sua resenha, e agora estou louco para ler esse livro... vou compra- lo o mais rapido possivel...

    http://mundoadolescente2015.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Conheço bem pouco do trabalho da escritora, e esse livro... sei lá, não me convenceu. Achei a capa linda, mas só. A história parece meio esquisita. Não é o tipo de livro que eu leria em hipótese alguma. Não que eu não goste de sobrenatural, mas... não sei, apenas não me convenceu.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  5. Oii!
    Eu amo essa capa mas sempre fiquei com um pé atras para ler esse livro, por ele ser em terceira pessoa (vamos combinar que livro em primeira pessoa é outro nível, né?)
    Beijão
    estantedorefugio.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Oiê... eu achei essa capa muito bonita... e eu até gosto da escrita dessa autora, mas fiquei com um pé atrás na questão das continuações e na sua demora... não sei... já ando meio cansada de leituras que demoram um século pela sequência mesmo gostando tanto de séries de livros.... Mas tudo bem... eu gostei da premissa e do conteúdo xero!!!

    ResponderExcluir
  7. Oie, tudo bom?
    Eu não tenho sorte com livros de vampiros, pois sempre encontro problemas na história. A premissa desse livro é diferente e interessante. Tem uma pegada meio The Walking Dead. Vou aguardar um posicionamento da editora porque se for série, eu vou aguardar lançar os outros livros.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Eu AMEI esse livro.
    Nunca imaginei que um livro de vampiros modernos fosse me conquistar, mas dona Holly Black conseguiu. Trouxe uma ideia bem original de encarar os seres noturnos. AMEI AMEI AMEI.

    Gabriel - umpapoentrepaginas.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  9. Olá.
    Eu comprei esse livro e estou muito ansiosa para ler. A história me parece ser muito interessante. Fiquei me perguntando se a história acaba de uma forma que tenha que ter uma continuação, por que se for a Editora tem que dá alguma posição. Amei a sua resenha.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Ooi
    Faz muito tempo que venho lendo resenhas desse livro e cada dia mais minha curiosidade em lê-lo aumenta. Além do mais, essa capa é linda *o*
    Mas gente, como assim escrever COSIAS? auaahuahhau.
    Beijo.
    Choque Literário

    ResponderExcluir