[Informativo] Autêntica lança edição bilíngue de Os mortos

24 fevereiro 2016

O último conto de Dublinenses, de James Joyce, integra a coleção Mimo


Os mortos é o último dos 15 contos que compõem Dublinenses, antologia escrita por James Joyce entre 1904 e 1907. O livro, publicado agora pela Autêntica em edição bilíngue, conduz brilhantemente o leitor pela gélida atmosfera de Dublin do início do século XX e é considerado por muitos especialistas e admiradores como o melhor da coletânea. O texto, celebrado como uma obra-prima da ficção moderna, é um prazeroso convite a (re)descobrir a obra do escritor irlandês.

Esta edição de luxo da Autêntica conta com a tradução de Tomaz Tadeu, que fez ainda um cuidadoso trabalho de pesquisa, acrescentando notas que auxiliam o leitor a compreender melhor o contexto em que o conto foi escrito e suas referências. Para aqueles que gostariam de conhecer a Dublin de Os mortos, há um link para o aplicativo de mapas do Google, especialmente preparado para acompanhar a edição, em que é possível consultar os lugares mencionados na história.

James Joyce tinha apenas 25 anos quando escreveu este que permanece como um de seus mais admiráveis textos, ainda que em suas obras posteriores, como Ulisses e Finnegans Wake, o autor apresente inovações narrativas e linguísticas que o destacaram no mundo literário. O crítico William Y. Tindall considera que o conto é “ao mesmo tempo, o sumário e o clímax de Dublinenses”.

Ao lidar habilmente com o árido tema da morte, Joyce lança um olhar afetivo e nostálgico ao seu país e à sua cidade, tratados com certa dureza e severidade nos contos anteriores. Sem se afastar do ambiente de estagnação e desesperança relativas à Irlanda que pontuam toda a coletânea, ele descreve os cenários de Dublin com a sutileza de quem percorreu aqueles ambientes e dedica algumas linhas a reproduzir o que seria considerada pelo próprio autor a última “virtude” irlandesa: a hospitalidade – “Sinto mais fortemente a cada ano que passa que nosso país não tem nenhuma outra tradição que honre tanto e que deva conservar tão ciosamente quanto a de sua hospitalidade. Segundo minha experiência (e não são poucos os lugares que visitei no exterior), é uma tradição única entre as nações modernas. Alguns diriam, talvez, que se trata, entre nós, mais de um defeito do que algo a ser ostentado. Mas ainda que se admita isso, trata-se, a meu ver, de um nobre defeito, que, confio, será entre nós cultivado pelo tempo afora”.

O livro compõe a coleção Mimo, feita de pequenas, deliciosas e delicadas joias raras, como O Sol e o Peixe, de Virginia Woolf, e Bartleby, o escrevente, de Herman Melville. Conheça outras obras clássicas e belos textos da coleção no site www.grupoautentica.com.br.

Os mortos é uma história de Natal. De música, dança e mesa farta. É uma história sobre os laços de família e de amizade. Suas bênçãos e suas danações. Suas alegrias e seus estorvos. Seus prazeres e suas desgraças. É também uma história de amor: uma história de amores. Os mortos é uma história sobre os vivos. E sobre os que vão morrer. E os que já morreram. É uma história sobre a morte. E sobre os vivos e os mortos. É uma história sobre a vida.


Sobre o autor: James Joyce nasceu em Dublin, Irlanda, país que deixou em 1904 para morar na Europa continental (Trieste, Zurique, Paris). É conhecido, sobretudo, pela coletânea de contos Dublinenses e pelos romances Um retrato do artista quando jovem, Ulisses e Finnegans Wake, que figuram entre as obras inaugurais do modernismo literário ocidental. Teria dito certa vez: “Coloquei [em Ulisses] enigmas e quebra-cabeças em número suficiente para manter os acadêmicos ocupados, discutindo por séculos e séculos o que eu quis dizer”.


Autor: James Joyce
Coleção: Mimo
Tradutor: Tomaz Tadeu
Preço: R$ 47,00
Páginas: 144
Formato: 14 × 21 cm
Acabamento: capa dura
ISBN: 9788582178027

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