[Resenha] Caim, o primeiro vampiro

04 fevereiro 2016

Caim, o primeiro vampiro
Autora: Georgina Cavendish
Editora: Novo Século
Selo: Talentos da Literatura Brasileira
Número de Páginas: 112
Você pode adquiri-lo em: Amazon

Sinopse: Caim vivia dos frutos de seu trabalho. Seus dias eram praticamente os mesmos até um sonho chamar sua atenção: uma oferenda era tudo o que Deus pedia. Mas, ao contrário do que imaginava, não seria a sua a ser aceita por Ele, e sim a de seu irmão, Abel. Um momento de loucura. Morte. Caim é marcado para sempre. Agora, não somente o céu o rejeita, como a própria terra e o que ela tem a oferecer. Caim então é obrigado a vagar por ela com apenas uma coisa capaz de saciá-lo: sangue.

Não me perguntem o porque eu insisto em ler livros sobre vampiros de autores nacionais. Simplesmente toda vez que eu olho essa palavrinha no título deles, eu sinto uma magia me chamar e me convidar a perder totalmente meu tempo, haha. A Lelê Tapias me alertou sobre algumas coisas, o que aguçou ainda mais minha curiosidade. Mas há de se perceber que não curti muito a leitura, não é mesmo? A notinha dois ali em cima é prova disso. Quer descobrir o por quê? É só ler a resenha na íntegra, logo abaixo.

Como é de conhecimento geral, principalmente dos religiosos de plantão, que Caim traiu seu próprio irmão, Abel, e por isso carrega uma marca para o resto de seus dias, avisando qualquer pessoa que chegasse perto dele o que ele havia feito. E é a partir destes fatos já documentados que a autora Georgina Cavendish toma como partido em busca de suas próprias conclusões acerca do surgimento do mundo vampírico.

Para ela, tudo teria origem em um castigo de Deus a Caim, por ter matado seu próprio irmão, tudo por causa de uma oferenda que não foi aceita por Ele. Na realidade, o mais velho sentia ciúmes de tudo o que o mais novo fazia, desde o trabalho mais leve, quanto do carinho que os pais tinham com ele. Mas a gota d’água foi a rejeição daquele em que ele mais acreditava.

Com fome e sede, ele vagou até encontrar uma jovem, chamada Annabel. Atentem para um detalhe neste ponto da história, lá pelo capítulo 6 do livro e quase no meio da narrativa: a moça surgiu do nada e, mesmo desconhecendo quem era o homem que ela ajudava, deitou-se de bom grado e deu-lhe o que queria. Oi? Estamos falando de uma época antes de Noé. Não é século XXI não, meu bem. As coisas eram um pouco mais normais antes, rs. Voltando. Annabel o ajuda e, mesmo com seu irmão odiando o fato de ela estar se envolvendo com um completo desconhecido, os dois constituem uma família, que culmina no nascimento de Henoc.

Com o nascimento do progenitor, ele decide criar e organizar uma cidade, que leva o mesmo nome do filho. Mas nem todos estão contentes e é através de uma matança sem motivo que ele põe fim à sua sede e consegue distrair os demais cidadãos, deixando que uns culpem os outros.

É claro que sua memória, sua alma, não tinha paz. E foi assim que ele partiu rumo ao desconhecido. Será que ele finalmente encontraria o que queria? Será que Deus finalmente havia perdoado seus pecados?

E é com um fim totalmente esperado que Georgina finaliza uma narrativa que em nada chama a atenção. Quando chegam as matanças, eu jurava que me animaria. Mas as cenas são descritas tão superficialmente que não dão aquele gostinho de “quero continuar a ler”.

Além disso, alguns erros básicos de revisão atrapalharam um pouco, principalmente para alguém que está acostumado a corrigi-los diariamente. Também algumas repetições desnecessárias acabaram atrasando a leitura.

No mais, a editora caprichou na capa, simples, mas que transmite todo o ar religioso, misturado com a ficção vampírica que ele aborda. A diagramação interna conta com detalhes nos cantos externos das páginas, além de letras capitulares bem próprias da época que o livro descreve.

Senti falta de um preparo maior da autora na escrita de Caim, o primeiro vampiro. Mesmo ela informando em sua biografia, na orelha do mesmo, que havia realizado um curso de Escrita criativa na Inglaterra, acho que ela não conseguiu colocar no papel tudo o que poderia ser retratado. O tema é bem amplo e poderia ser muito melhor aproveitado. Fica aqui a dica. Com certeza ela consegue melhorar em um próximo livro!


Em suma, se você gosta de uma pegada voltada para a religiosidade, impondo algumas teorias e unindo o útil ao agradável, dê uma chance!

3 comentários

  1. O único apelo religioso que curti muito relacionado a mitologia dos vampiros foi no filme Drácula 2000, onde o dito vampiro sanguinário era o próprio Judas impossibilitado de morrer e amaldiçoado por sua traição a vagar pela terra, sorvendo sangue. Isso pra mim, foi I N C R Í V E L!!!
    Então quando vi a capa deste livro, a primeira coisa que veio a mente, foi que talvez a autora caminhasse pelos mesmos trilhos do meu filme favorito, mas pelo que vi, não irá.
    Eu tenho evitado ler livros sobre vampiros atualmente (ainda estou com ressaca do Zsadist) e é provavel que todos os pontos que te incomodaram façam o mesmo comigo, então, ainda tenho meus receios de lê-lo.
    Espero que nessa hipnótica busca por vampiros... vc consiga achar um que te morda de jeito!

    Raíssa Nantes

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  2. Oi Pâmela, não conhecia o livro e adorei esta capa! Uma pena que as cenas de luta, as mais esperadas neste tipo de livro foram superficiais. Não sei se o lerei, mas vou anotar sua dica.
    Bjs, Rose

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  3. Oi Pamela realmente é raro eu ler literatura com vampiros, pois é acho que os únicos vampiros que li na vida foi meu Crepúsculo e Drácula mesmo.
    Eu achei a sinopse interessante, mas quanto vi sua resenha vi que seria só mais um livro que teria que lutar para ler caso ocorresse de chegar em minhas mãos.
    Gostei da sua resenha enfatizou bem o que livro traz ;)
    Até uma próxima...

    lereliterario.blogspot.com

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