[Resenha] Spotlight

20 junho 2016

Spotlight
Segredos Revelados
Editora: Vestígio
Número de Páginas: 320
Onde comprá-lo: Amazon | Submarino
Sinopse: Ganhador do Prêmio Pulitzer, este livro conta a história real de um grupo de corajosos jornalistas que denunciaram uma sucessão de abusos de crianças, obrigando a Igreja Católica a prestar contas. Em janeiro de 2002, o jornal The Boston Globe publicou uma série de reportagens que chocou o mundo. Centenas de crianças em Boston sofreram abuso sexual por parte de padres certos de sua impunidade, eles agiam com o aval das autoridades religiosas, que acobertaram seus crimes por décadas. As reportagens revelaram a obscena quantia gasta pela Igreja Católica com subornos para comprar o silêncio das vítimas cujas vidas foram devastadas por pedófilos que, vestidos com o hábito, tinham o Pai Nosso na ponta da língua. A denúncia abalou as estruturas da Igreja Católica e deixou milhões de fieis no mundo inteiro estarrecidos, furiosos e indignados: a instituição, em vez de servir e proteger a comunidade, usou sua poderosa influência para se resguardar do escândalo. Este relato, que inspirou o filme Spotlight, indicado ao Oscar em 6 categorias, é uma exposição violenta e importante do abuso de poder por uma das mais altas esferas da sociedade. The Boston Globe foi o único jornal que teve a persistência e a coragem de enfrentar essa história, forçando a arquidiocese de Boston a quebrar o sigilo de documentos internos, que escancararam, finalmente, as proporções do escândalo.

Publicado inicialmente em 2002, o livro só tomou as proporções atuais com o lançamento do filme que teve como base o enredo da obra.

Tão logo a propaganda em cima de Spotlight começou a aparecer com mais frequência, me vi com tremenda curiosidade por sua trama. Saber que há um mistério envolvendo as práticas de pedofilia por parte de alguns padres e que a própria Igreja Católica encobertava esses casos... É revoltante.

No início da investigação, todos os jornalistas acreditavam que era apenas mais um caso de um padre que cometia a pedofilia. Mas com o avanço das pesquisas, foram descobertos mais e mais abusos, finalizando uma lista com mais de 50 padres indiciados.

Depois de publicar a reportagem, mais e mais vítimas procuraram o editorial do jornal para darem seus próprios testemunhos.

Tudo era feito por debaixo do nariz da sociedade e os próprios membros da Igreja Católica davam seus pulos para que isso não vazasse. Mas quando a farsa caiu por terra, a população se rebelou e um grito de justiça nasceu.

Terminei o livro com o estômago meio revirado pelo tanto de coisas que os ícones considerados mais sagrados do mundo faziam com as crianças. É complicado ainda mais saber que isso acontece até hoje :/ .


O trabalho gráfico da editora está simples, no padrão dos demais livros publicados por eles. Papel pólen, com textura leve de papel estilo de jornal. Não encontrei nenhum erro de revisão \o/. E agora só falta assistir ao filme, para ver quais são as diferenças e semelhanças.

2 comentários

  1. Não li o livro, mas vi o filme no cinema, e a história é muito boa. Dá uma vontade imensa de ser jornalista e fazer um belo trabalho desses!!

    Beijos
    www.serleitora.com.br

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  2. Um excelente filme. Neste filme podemos ver Liev Schreiber para em uma série muito diferente Ray Donovan .onde ele trabalha em uma firma de advocacia de limpeza e alterando cenas de crime caracterização; Vemos aqui como um editor de recém-nomeado de um jornal. Sem dúvida que é versátil na sua interpretação, tornando-se um filme e ator de televisão completa.

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