[Resenha] Novembro, 9

17 abril 2017

Novembro, 9
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 352
Onde comprá-lo: Amazon

Sinopse: Fallon conhece Ben, um jovem escritor, no dia da sua mudança para Nova York. A química instantânea faz com que passe o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar de que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito.


Fallon tem dezoito anos. Seu pai, Donovan O’Neil é um ator famoso e interpretava Max Epcott em um programa de TV. Eles não tem uma relação muito boa desde que tudo acontecera, dois anos antes. Ela também tinha uma carreira promissora. Mas as queimaduras em 30% de seu corpo, desde o rosto até pouco abaixo da cintura, praticamente em todo seu lado esquerdo, não colaboraram para que isso fosse adiante. Aos dezesseis anos sua profissão foi interrompida. Contratos cancelados e uma jovem quebrada emocionalmente e fisicamente.


Mais um nove de novembro chegou e, movida pela angústia que a data trazia para sua vida, ela resolve chamar o pai para um almoço. E tudo está indo nos conformes, como era desde que tudo acontecera. Mas é claro que tudo que é bom dura pouco e logo a discussão entre os dois começa. Desde que houve o acidente, Fallon não namorou mais. Sua auto estima fora por água abaixo, então é complicado tocar no assunto, ainda mais com o causador de tudo aquilo: seu próprio pai.

Você nunca vai conseguir se encontrar se estiver perdida em outra pessoa.

E é aí que entra em cena Benton James Kessler. Fingindo ser seu namorado, ele chega e coloca todos os pontos nos “i”, como se conhecesse Fallon há anos. Isso é um fato estranho, mas ela acaba cedendo, para pelo menos se ver livre de seu pai de uma vez por todas.

Ben tem dezoito anos também e faz aulas de Redação Criativa. Barba por fazer, cabelo bagunçado e de aparência desleixada, Fallon logo descobre que ele nem em casa havia passado desde a noite anterior. É como se um soubesse do outro mais do que poderiam, como uma forte ligação psíquica e que se tornaria, adiante, carnal.

Eles têm apenas poucas horas, pois Fallon está se mudando para Nova York em busca de oportunidades para voltar a atuar. Ela ainda não desistiu de sua carreira, mesmo que tudo aponte o contrário. O problema de tudo é que ela não consegue se desapegar do jovem estranho. Tanto é que não pensou duas vezes em levá-lo para o apartamento em que mora com a amiga para que ele a ajudasse a terminar de empacotar suas coisas, mas o que acontece lá faz com que ela se sinta um pouco mais confiante e sem entender o porque de ele só ter aparecido agora em sua vida.

Ela “me amou” entre aspas
Ela me beijou em negrito
TENTEI SEGURÁ-LA em maiúsculas
Ela saiu com uma elipse...
- Benton James Kessler

A partida dela é inevitável, mas eles prometem se ver todos os anos, no mesmo dia e mesmo lugar, pelos próximos cinco anos, até completarem vinte e três, idade que ela julga suficiente para que possa viver um romance sem atrapalhar sua vida e suficiente para que ela crie amor próprio. Além disso, ambos dão tarefas para o outro cumprir enquanto eles estão vivendo suas próprias vidas. Ben promete contar a história deles em forma de livro. E começa a escrevê-lo naquela mesma noite.

Assim as coisas vão acontecendo. Não sabemos ao certo o que acontece no dia-a-dia dos dois, mas todo nove de novembro nós sabemos um resumão da vida deles. Nem sempre tudo são flores, ainda mais quando Fallon começa a desconfiar que ele apenas estava em busca do enredo perfeito para seu livro.

Muita coisa muda. Mas será que eles serão capazes de viver este romance até o fim?

Mesmo que se percam que Amam, o amor continuará.



Este é o primeiro livro da Colleen que tenho contato e confesso que sempre tive um pé atrás quando a Mari dizia que era apaixonada pela escrita da autora. Sempre acho que as pessoas estão idolatrando demais, e sempre minha queda é muito maior que o tombo.

Aí, depois de ler um puta romance policial, daqueles que te tiram do eixo (Ninfeias Negras), eu precisava de algo mais leve. Acabei dando de cara com Novembro, 9 e resolvi, na minha maior inocência, dar uma chance e ver se era realmente tudo isso que diziam. Em menos de uma hora eu havia lido metade dele e não queria dormir, só para terminá-lo. O sono me venceu, mas não por muito tempo. Logo que acordei fiz questão de consumir cada palavra, cada página, até que o fim, clichê – é claro – chegasse.

Com capítulos alternados entre Fallon e Bem, nossos narradores-protagonistas vão tecendo uma narrativa envolvente e viciante. Queremos e esperamos com muita esperança pelo próximo nove de novembro e essa será uma data que eu nunca esquecerei. Bendito livro, rs.

Fallon demonstra muita insegurança, principalmente com relação às marcas que traz em seu corpo. Mas assim como Colleen nos mostra, essas não são as únicas marcas que podem acabar com a vida de uma pessoa. Ben também tinha as suas, internas, que ferem muito mais. 

A capa é belíssima. Eu me encantei tanto por ela que, quando vi que estava em promoção na Saraiva no final do mês de Abril, não tive como não comprá-lo. A diagramação interna é simples, como na maior parte das publicações dos livros da Galera. Não encontrei erros de revisão, pelo menos não que me lembre.

E é assim que eu me vejo apaixonada por um livro. Mais um né, rs.


10 comentários

  1. Olá.

    Eu sou apaixonada pela escrita da autora e quero muito ler esse livro, pois a trama parece ser bem intensa e cativante. É verdade, livros assim são bem clichês, mas eu gosto muito de livro assim, ainda mais quando a autora dá uma inovada. Fico feliz que você tenha gostado!

    Beijos,
    Respire Literatura

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  2. Oi, também sou apaixonada pela Colleen e que bom que vc escutou a Mari. Ainda não li esse livro dela, mas depois de ler seu comentário sobre Ninfeias Negras, acho que vou fazer como você e ler os dois nessa ordem rs Não tenho medo de me decepcionar com um livro dela e indico sem medo, que bom que aproveitou. Bjs

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  3. Se clichê fosse ruim não faria tanto sucesso! Achei a premissa bem interessante e anotei a dic!

    Bjos

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  4. Olá linda,

    Eu não tenho um pé atrás com os livros da Colleen e sim o corpo todo HAHAHA
    Isso se deve aos problemas que tive para chegar no livro dois da série Métrica dela, porque achei muito previsível e novela das 9.
    Muitas amigas adoram as obras dela, mas acabei ficando desconfiada e por isso ainda não tive coragem de iniciar esse.

    Beijos!

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  5. Oie!
    Esse livro é lindo!
    Eu adorei a trama, e tudo o que acontece aos personagens durante toda a história. Eu sou apaixonada pela história que essa autora cria. É espetacular.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  6. Olá, tudo bem?
    Eu comprei esse livro recentemente, mas ainda não tive a oportunidade de ler, espero realizar a leitura em breve.
    Um beijo.

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  7. Olá
    Que bom que a leitura foi tão boa, eu infelizmente não me atraí tanto, já me contentei que não sou o público da autora, nada que ela tenha feito me palpitou até hoje.
    Os clichês são aquela coisa, eles nada mais são que os esteriótipos e são ele que dão a segurança ao leitores, quando leio histórias de amor espero certas coisas e quando foge demais o leitor de romance não vai gostar, mas para quem não gosta vai reclamar justamente disso, e como não sou fã dos romances acabo criando esse resistência.

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  8. Li este livro na época do lançamento nos estados Unidos e confesso que o final dele me incomodou demais, então, não consigo gostar muito deste romance. Embora eu goste muito da Colleen.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  9. Olá, eu ainda não li nada da autora mas depois da sua resenha talvez começasse por esse. Não sabia que a protagonista tinha que conviver com essas marcas externas e que o mocinho queria ser escritor. Interessante isso de eles terem uma data específica pra se encontrar.

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  10. Olá!

    Ainda não li nada da CH, mas esse parece ser maravilhoso! Já li várias resenhas e todas são positivas, incrível! E Ninfeias Negras é um puta livro mesmo, eu li e meu queixo caiu com o final!

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