Resenha número 19.

22 dezembro 2011


Noite na Taverna
Autor: Álvares de Azevedo
Editora: Martin Claret
Nota: 

Sinopse: Noite na Taverna (1855) é uma série de histórias fantásticas e trágicas, impregnadas de angústia e morbidez. 



Publicada postumamente em 1855, é baseada em um tom trágico e cheio de fantasia. Representa a escola byroniana (Lord Byron) no Romantismo Brasileiro.
Dividido em sete capítulos, trazendo como primeiro a introdução, traçando o cenário e os personagens, que se encontravam em uma taverna. O último finaliza a história anterior, assim como o livro.
As personagens, descrentes da vida e do amor, cheios de vícios e amantes do bom vinho, são libertinos, admiram Don Juan e contam histórias de teor “sanguinolento”, envolvendo o amor e crimes que ocorreram no passado, todos com um fim trágico. Representa as três características:
Amor: histórias macabras;
Morte: crime e violência;
Bebida: a dor é suavizada através da embriagues.
De certo modo, histórias que envolvem morte, obscuridade, literaturas consideradas “góticas” me interessam muito. Fui uma das poucas que leu o livro quando o professor do ensino médio pediu, e também na faculdade. 



Sobre o autor: Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo a 12 de setembro de 1831 e morreu no Rio de Janeiro a 25 de abril de 1852. Bacharelou-se em Letras no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, e frequentou a Faculdade de Direito de São Paulo, aonde não chegou a completar o curso, por ter falecido com vinte e um anos de idade, antes de concluir o quarto ano.             
Dotado de prodigiosa versatilidade, dominava todas as manifestações da poesia, desde a cândida melancolia do lirismo à impudica desfaçatez do erotismo. Deve notar-se que, na maioria dos seus poemas, flutua um ambiente funesto, onde a morte constitui o tema central. Parece ter havido no poeta o constante pressentimento dos breves anos que iria viver. Por estranho paradoxo e para mais realçar a elasticidade dos seus recursos, foi ele, o poeta dos versos sombrios e cinzentos, quem introduziu o humorismo na poesia brasileira. A irreverente ironia de alguns dos seus poemas chega a fazer duvidar que tivessem saído da pena desesperada que compôs os outros.
Álvares de Azevedo é patrono da cadeira nº2 da Academia Brasileira de Letras.
             

2 comentários

  1. Gosto dos clássico exatamente por pegar nessa parte da linguagem ser bem rebuscada. Ao lermos um livro é bom nos divertimos e aprendermos ao mesmo tempo, né?
    Confesso que não conhecia o livro e, apesar desse "tema" mais gótico não estou no clima para leituras mais pesadas...
    Nessas férias estou bem romântica, sabe-se lá por que! kkkkk



    Beijinhos, Amanda Cristina.
    www.primeiro-livro.com

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  2. Pamela, esse é um livro que eu não conhecia. Achei bastante interessante! Não lembro de ter lido algum livro na linha do romantismo byroniano. Vou anotar aqui. Obrigado pela dica! Aproveito para deixar-lhe o convite para a leitura da resenha "A Vitória de Orwell" publicada no Folhas Avulsas.

    Abraço

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