Resenha: Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James #114

19 setembro 2012


Olá leitores! Aqui quem fala é o novo resenhista do blog O Leitor, meu nome Guilherme Cepeda e sou do Burn Book . Uma breve biografia? Resenhista e fundador do Burn Book. Hiperativo, Escorpiano, Geek, leitor compulsivo, viciado em Paramore e ainda acredita na magia da Disney. Está cursando o primeiro período de Marketing e tentando levar uma vida aparentemente "normal".




Cinquenta Tons de Cinza
Autora: E.L. James
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 480 p.
Lançamento: Agosto de 2012
Resenha por: Guilherme Cepeda
Quando a estudante de literatura, Anastacia Steele, é obrigada a entrevistar um jovem empreendedor de sucesso, Christian Grey, para a revista da sua faculdade, ela acaba achando ele atraente, enigmático e intimidante. Convencida de que ele não sente nada por ela, ela tenta tirar Grey da sua cabeça, até que ele acaba aparecendo do nada na loja de ferramentas que ela trabalha. Erótico, interessante e extremamente envolvente.

Um livro que vem fazendo sucesso mundialmente e quebrou vários recordes de vendas. Intenso e sensual, mas deixou a desejar no desenvolver da trama.

Cinquenta Tons de Cinza foi relançado (como livro) em 3 de março de 2012 e ficou no mercado por 10 minutos, e nesse tempo bateu recorde de vendas, devido ao seu conteúdo digamos assim, erótico. (Cinquenta Tons de Cinza é considerado XXX, mantenha fora do alcance das crianças)

Em poucas palavras, Cinquenta Tons de Cinza é baseado em Twilight, no romance em si, mas não aborda o sobrenatural, levando para o lado de lobos, vampiros, fadas (vampiros que brilham no sol) e etc …. Este livro explora o mundo secreto de BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo), e todos os personagens imersos nele.

O livro conta a história de Anastasia, uma jovem americana de 22, tímida, ingênua que por acaso vai entrevistar um empresário chamado Christian Grey (ou Sr. Grey para os íntimos) e acaba se sentindo atraída por ele. Christian Grey é como um imã para Anastasia, mas no decorrer do livro ela descobre que ele tem alguns costumes digamos, diferentes ....

E.L James criou uma trama baseada no mundo de BDSM, incluindo cenas extremamente quentes, conteúdo erótico e sexo, muito sexo. Cinquenta Tons de Cinza não é um livro para qualquer pessoa, ele confronta diretamente um enigma da nossa sociedade: Estamos prontos para falar sobre sexo?

O assunto ainda é pouco discutido, ainda mais em publico. Acredito que Cinquenta Tons de Cinza vai servir para disseminar e trazer o assunto da sexualidade para o cotidiano das pessoas. E.L James criou em Anastasia uma personagem que deixa a voz interior aflorar, invocando sua “deusa interior”, uma mulher decidida, que se sente bem ao satisfazer os seus desejos, no caso as relações com Christian Grey.

A autora colocou no papel todos os seus desejos e deixou a imaginação fluir (até demais), o que acabou atraindo muitos leitores para o livro. Confesso que não conseguia parar de ler até a metade do livro, mas depois disso a narrativa começou a ficar maçante e arrastada, parecia que o livro se resumia a sexo. Dependendo do ponto de vista, Cinquenta Tons de Cinza pode ser interpretado como um livro para vender sexo, se foi essa a intenção da autora, ela fez isso muito bem.

Não sei se foi comigo, mas senti que E.L James quis guardar muita coisa para o segundo livro e transformou Cinquenta Tons de Cinza em um manual de BDSM com extras dos relatos dos encontros e problemas do “relacionamento” entre Anastasia e Christian Grey. Algumas citações do livro são tão desconexas que beiram o lado cômico, não vou negar que me diverti com as comparações e os comentários de Anastasia. A linguagem utilizada pela autora é muito simples, o que já era esperado, sendo que o livro era uma fanfic, mas nada que prejudique a leitura.

O livro foi originalmente publicado como fanfic em um site, e fez tanto sucesso que acabaram por adaptar a fanfic para uma trilogia de livros. Cinquenta Tons de Cinza é um livro que divide muitas opiniões, mas tem potencial para ser um best seller no Brasil assim como no exterior. O que atrai os leitores para Cinquenta Tons de Cinza é a curiosidade e o tal do “boca a boca”. 

A sociedade ainda não está acostumada a falar sobre sexo, e busca no livro uma saída para discutir mais sobre o assunto. A mídia usa sexo para vender quase tudo, mesmo que indiretamente, a maioria das propagandas tem uma referência ao mesmo. E L James soube unir vários elemento e transformar um livro que aparentemente fala sobre sexo em um best-seller.


2 comentários

  1. Li os dois primeiros livros do 50 tons em ebook, e sério, não entendi pq tanta polêmica em torno do livro.
    Uns odiavam por causa do sexo, outros amavam também pelo mesmo motivo.
    Eu achei um livro comum, claro q achei um tanto exagerado o 'fogo' dos personagens, não podiam se ver se grudavam, mas pulando essas partes que chegam a ser cansativas de tanto que se repetem, tem uma história legal por trás.

    Não foi o melhor livro que já li, mas também não entrou para a lista dos piores!

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  2. Oiee
    Olha sempre quando vou trabalhar vejo uma 5 pessoas lendo, sendo três lendo esse livro, realmente está sendo um sucesso.
    Acredito que seja pelo fato que você mesmo comentou que na sociedade e tão difícil falar do assunto que o livro virou um apoio para tratar do assunto mais naturalmente.
    Não li o livro, somente o primeiro capitulo, mas pretendo ler pra ter uma opinião formada.

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