O Diário do Leitor Entrevista #2

25 outubro 2012


Bom dia leitores, tudo bem com vocês?
Trago hoje mais uma entrevista mega especial com nosso novo autor parceiro. Além disso, no final da mesma, há uma pequena sinopse de seu livro “Jarbas”, que é o qual estou lendo (em breve tem resenha, não percam!).
Vamos conferir? Não deixem de comentar!!



          Quando surgiu o escritor André Bozzetto Jr?

André: Desde a infância sempre gostei muito de ler e, consequentemente, me sentia tentado a escrever. Produzi uma infinidade de contos e poemas que nunca foram mostrados a ninguém, até que em 1998, quando eu tinha apenas 17 anos, publiquei através de uma pequena editora gaúcha o meu primeiro livro, intitulado “Odisseia nas Sombras”, um breve romance sobre um grupo de amigos que precisa enfrentar um serial-killer com poderes sobrenaturais. Hoje eu considero essa obra um pouco clichê e até ingênua em determinados aspectos, mas na época ela foi bem recebida (se levarmos em conta que foi em um período anterior a grande popularização da internet como meio de divulgação e comercialização) e serviu para me abrir muitas portas, não só em termos literários, mas também profissionais.
 
       De onde surgiu a ideia do tema de seu livro “Jarbas”? Inspirou-se em algum autor, alguma obra já publicada?

André: Eu sempre digo que os meus romances são muito mais influenciados pelo cinema do que propriamente por outras obras literárias. O “Jarbas” – assim como o “Na Próxima Lua Cheia”, meu livro anterior – foi inspirado pelos inúmeros filmes de lobisomem que assisti e também pelos diversos “causos” que fazem parte da tradição oral da região interiorana do Rio Grande do Sul, onde nasci e vivi durante muitos anos.

     Se pudesse voltar no tempo, mudaria algo na sua história ou a deixaria exatamente como está hoje?

André: Minutos depois de concluir qualquer texto eu já sinto vontade de modificar algo (risos)! Ocasionalmente até faço isso, mas geralmente evito, pois não quero agir como certos autores de literatura fantástica nacional que têm dez anos de carreira e só publicaram dois livros, pois vivem reescrevendo a mesma história e republicando infindáveis novas edições. Acredito que os livros devem permanecer como foram publicados originalmente, com todos os seus eventuais erros e acertos, pois eles representam um retrato da fase de inspiração e do nível de maturidade do autor naquele período. Acho que o importante é seguir em frente e produzir coisas novas.  Com certeza Stephen King não teria brindado a nós, fãs, com tantas obras maravilhosas se ficasse tentando reescrever “Carrie” de tempos em tempos.
 
         O que mudou em sua vida após a publicação de Jarbas?

André: Tive a oportunidade de realizar uma divertida turnê de divulgação que passou por quatro cidades de três diferentes estados (São Paulo/SP, Pinhalzinho/SC, Ilópolis/RS e Porto Alegre/RS) e nessas sessões de autógrafos sempre se consegue conhecer pessoas diferentes e expandir o público leitor. Então mudou apenas o básico: mais pessoas passaram a conhecer o meu trabalho. Ainda não foi dessa vez que eu fiquei rico escrevendo livros (risos)!

      Defina seu livro em uma única frase.

André: Algo assim pode parecer meio direcionador e autoindulgente, então prefiro que os leitores definam o livro. Porém, se tomarmos por base as resenhas que foram publicadas sobre o “Jarbas” até aqui, certamente a palavra mais recorrente entre os avaliadores é “sangrento” (risos)!

Jarbas: Em 1984 Jarbas era apenas o nome de um garoto interiorano fã de livros e filmes de terror. Porém, em 2009 esse mesmo nome já havia se convertido em uma expressão capaz de despertar o mais genuíno pavor entre todos aqueles que sabiam de sua existência. Transformado em um lobisomem brutal e perverso, Jarbas passou a ser temido pelos humanos, odiado pelos licantropos e perseguido por ambos.
Neste romance você irá acompanhar 25 anos da trajetória deste temível ser e conhecerá uma vasta gama de personagens que, de uma forma ou de outra, cruzaram pela trilha de sangue deixada por ele através das noites de lua cheia. Entre estes desafortunados, destacam-se Francisco e Jorge – uma dupla de aposentados que tenta livrar sua cidade da ameaça licantrópica – e Vitória, uma jovem e bela caçadora de lobisomens sedenta por vingança.Ódio. Medo. Desespero. Terror. Está preparado para encarar?

Um comentário

  1. Sou obrigado a concordar com o André quanto a palavra que define Jarbas: Sangrento.

    Parabéns pela entrevista.
    abraços,

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