Resenha: A Culpa é das Estrelas, por John Green. #118

28 outubro 2012


A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Nota: 

Sinopse: Em "A culpa é das estrelas", Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos - , o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas. 

Doce. Encantador. Emocionante. Perfeito. Divertido. Melancólico. Romântico. Além da vida.
Poderia passar o dia tecendo palavras-chave que descreveriam o quão John Green conseguiu tocar meu coração. Procurei não ir atrás de muitas resenhas antes de adquirir o livro, apenas o necessário. Uma jovem. 16 anos. Vítima de um câncer de tireoide. Metástase nos pulmões. Forçada a ir às reuniões do Grupo de Apoio. Em uma das seções, conhece Augustus Waters, um jovem musculoso que não tirava os olhos dela, também vítima de um câncer (osteossarcoma), mas o qual estava livre há um ano e meio. Dezessete anos, dono de uma voz sensual, corpo sexy, sorriso sincero, mas ao mesmo tempo cafajeste.


“Por fim, resolvi que a melhor estratégia seria também olhar fixamente para ele. Afinal de contas, os garotos não detêm o monopólio da Atividade Encantadora.” [ cap.1, pg. 16]


Através da obra fictícia venerada por Hazel, “Uma aflição imperial” é o pontapé inicial para que ela e Gus tivessem uma relação bem próxima. A busca para saber o final do livro faz com que eles viajem até a Holanda, para conversar pessoalmente com o autor. O livro termina no meio de uma frase, supondo que a personagem principal tenha ou morrido, ou se cansado extremamente, não conseguindo prosseguir com a escrita. Ambos não acreditavam que a história terminaria ali, e tirariam isso a limpo assim que encontrassem com Peter Van Houten. 
 Durante a viagem de ida, Gus finalmente confessa algo que estava guardado dentro dele desde o dia em que se conheceram.

“- Estou apaixonado por você – ele disse, baixinho.” [cap. 10, pg. 142]

Daí em diante desandei a chorar de tal maneira que, mesmo sofrendo e com o coração apertado, não conseguia soltar o livro enquanto não soubesse se meus palpites estavam certos. Infelizmente sou muito realista e já os previ desde o início.
Com certeza, apesar de ser deveras triste, a narrativa criada a partir da visão de Hazel dos fatos ocorridos fez com que tirasse lições de vida importantíssimas. Eram diálogos muito bem elaborados, que me fizeram crer no amor verdadeiro, no amor que transcende a fina linha entre a vida e a morte.


4 comentários

  1. Oiee
    A resenha mais aguardada por mim...
    Depois que vi você fazendo diversos comentários sobre esse livro minha vontade de lê-lo só aumentou, acredito que vou começar a ler hoje mesmo, depois dessa resenha...
    Vejo que a história é um tanto triste, mas que no fim ficamos com uma mensagem de acreditar no amor verdadeiro...
    Parabéns pela resenha.
    beijos

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  2. A resenha ficou excelente.

    Já comprei o livro, irei começar a lê-lo logo, logo. Parece ser incrível.

    Beijo

    O mundo sob o meu olhar

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  3. Minha vontade de ler este livro é enorme, cheguei a baixá-lo na internet, mas não tive coragem de ler pelo simples fato de q eu queria fazer marcações e não teria graça fazer em ebook ahshau.

    Preciso do livro físico, p me encantar e marcar quase todas as frases *-*

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  4. O livro é maravilhoso, lí faz uma semana e me encantei, metáforas sao ditas para que possamos enchergar a vida com mais realidade, recomendo para todos

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