[Resenha] Delírio

21 maio 2016


Delírio
Autor: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 342
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Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Livro resenhado no meu extinto blog: Livros de Cabeceira.

Um lugar onde as pessoas vivem sem afeto e carinho. Onde o amor é uma doença - amor deliria nervosa-, onde as pessoas são extremamente obedientes ao governo, que permite que o mesmo opine em como elas irão viver e seguir suas vidas. Esse lugar existe?

Amor: uma única palavra, algo delicado, uma palavra que não é mais larga ou longa que uma lâmina. É o que ela é: uma lâmina, uma navalha. Ela corre pelo centro de sua vida, cortando tudo em duas partes. Antes e depois. O restante do mundo cai em ambos os lados.

Sim. Magdalena, ou Lena, nasceu nele. Lena é uma jovem que está quase para completar 18 anos e mora com seus tios, pois pensa que sua mãe morreu por causa da doença “deliria”. Lena está ansiosa para seu aniversário, pois é nessa idade que todas as pessoas passam pela intervenção, onde a mesma fica “curada” e livre dessa doença. A pessoa curada fica livre de todo e qualquer sentimento, podendo seguir sua vida normalmente de acordo com que o governo estipulou. Lena cresceu acreditando que a “cura” é fato essencial para as pessoas viverem bem, mesmo sabendo que existem os “Inválidos”, pessoas que não seguem essa tal ditadura estipulada pelo governo e que vivem na “Selva”. Lena imagina que sua mãe é uma "Inválida", pois não foi “curada” e sempre declarou seu amor por Lena e sua irmã.

O que Lena nunca conseguiu imaginar era que Alex iria cruzar seu caminho. Alex é um rapaz misterioso e começa a mostrar para Lena que tantos os “Inválidos” e a “Selva” são lugares e pessoas normais. Lena conhece mais sobre o assunto e sobre Alex e começa achar que tudo aquilo, que aprendera desde que ela nasceu, não passa de uma mentira.

Não sabia muito do que se tratava o livro. Já não tenho o costume de ler sinopses e li poucas resenhas do livro. Ao iniciar a leitura, estranhei um pouco, afinal, como seria viver em um mundo onde amor, afeto, carinho são abominados? E foi exatamente isso que me prendeu à leitura e me ganhou completamente. Apesar de no início ter sido uma leitura arrastada e eu achando tudo muito estranho, cheguei a pensar que o livro seria uma tremenda decepção, mas graças a Deus logo me encontrei na leitura e foi mil maravilhas.

O governo que quer abominar qualquer tipo de sentimentos criado por Lauren Oliver para mim foi inovador, pelo menos nunca li nada parecido com Delírio. Me fez sentir estranha, me fez perguntar como seria viver em um lugar assim, onde abraçar alguém ou demonstrar qualquer tipo de afeto, até mesmo conversar com a pessoa do sexo oposto, é “crime” ~~com certeza eu seria uma Inválida~~. Apesar de ter gostado do livro, não consigo digerir esse governo avesso ao amor. Sei lá, acho que sou tão apegada às pessoas, demonstro tanto os meus sentimentos que quando vejo algo assim eu fico sem ação.


Delírio é um livro que começa bem devagar, faz com que nós leitores vamos com calma, nos acostumando com esse mundo estranho. Parabenizo a autora pela criatividade e, sim, recomendo o livro e logo terá resenha de Pandemônio, a continuação da série.

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