[Resenha] Passarinha

19 maio 2016


Passarinha
Autor: Kathryn Erskire
Editora: Valentina
Número de Páginas: 224
Onde comprá-lo: Amazon | Submarino


Sinopse: No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai - a si mesmo e todos a sua volta -, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido. Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso, mas belo. Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária.

Livro resenhado no extinto blog Livros de Cabeceira

Caitlin é a “nossa menina” e protagonista do livro. Ela tem 10 anos, é autista e portadora da Síndrome de Asperger. O mundo de Caitlin é todo preto e branco, qualquer outro tipo de cor dá uma sensação de recreio no estômago. Caitlin tem dificuldade de captar “O Sentido” das coisas. Quem o explicava era seu único irmão, Devon, mas desde “O Dia Em Que Nossa Vida Desmoronou”, Caitlin vem tentando entender tudo à sua volta sozinha. Ela só conta com a ajuda de livros e dicionários, além da terapeuta da escola, a Sra Brooks.

“O Dia Em Que Nossa Vida Desmoronou” foi quando Devon foi assassinado. Desde então o pai vive em profunda tristeza. Caitlin quer ajudar o pai e a si mesma, mas não consegue "Captar o Sentido". Ela quer achar o significado da palavra “Desfecho”, na qual ela tem certeza que é isso que ela, seu pai e todos à sua volta precisam.

A gente não deve sorrir quando faz alguma errada porque um sorriso é para mostrar que a gente está sendo legal.

O que dizer de Passarinha? Simplesmente extraordinário!

Passarinha é um livro leve, dinâmico, comovente. Mesmo que o tema peça para ser um livro pesado, a autora conseguiu não deixá-lo assim. Ele é leve do início ao fim. Caitlin é tão fofa, tão fofa, é aquela personagem que nos tira sorrisos bobos e nos faz rir, aquecendo o coração.

O livro mexeu muito comigo, pois pra quem não sabe tenho um priminho autista também. Dizem os médicos que não chega a ser autismo, mas está quase lá. Só para vocês terem uma ideia meu priminho tem 7 anos e só agora que começou a falar. Então imagine o quanto eu não me apaixonei por Caitlin, ver/ler o que se passava na cabeça dela, sofrer junto com ela ao ver o modo como os outros alunos da escola a tratavam. Talvez esse seja o ponto que a autora tratou com muito cuidado: o autista ser aceito na sociedade, o modo como às pessoas olham para eles e no caso de Passarinha são crianças.

Não tenho palavras para descrever o quanto Passarinha foi bom, vou ficar aqui falando e falando e não vai sair nada, só peço que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões.

É um livro lindo, extraordinário, que nos transmite diversas emoções e sensações.


Livros não são como pessoas. Livros são seguros. ~~necessito fazer um tattoo com esse quote~~

Nenhum comentário

Postar um comentário