[Informativo] 10 anos de A menina que roubava livros

03 março 2017


Hoje a Editora Intrínseca resolveu nos lembrar que há 10 anos atrás, no mês de março, era lançado um dos livros mais emocionantes que li desde que comecei a me aventurar no mundo da literatura, que é A menina que roubava livros. Não consegui ainda assistir ao filme por motivos de: eu tenho certeza que vou chorar, rs.


Em meio a toda recepção do Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, a dupla Sandy & Junior anunciando o fim da carreira, Tropa de Elite estreando nos cinemas e iPhone chegando às prateleiras, os leitores brasileiros foram apresentados à emocionante história de A menina que roubava livros.

Eu cheguei a resenhá-lo aqui no blog bem no início das nossas atividades (em meados de janeiro de 2012), mas hoje percebo que não consegui expor nem um terço do que o livro causou em mim e como ele afetou meu psicológico de forma devastadora. Até hoje choro ao me lembrar das cenas finais e toda a comoção mundial em cima delas.

Se vocês quiserem que eu refaça a resenha, colocando desta vez tudo o que realmente aconteceu no desenrolar da leitura, me avisem aqui nos comentários que eu prometo reler e comentar com vocês!

Lembrando que este foi um dos livros escolhidos pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e alunos da rede pública receberam ele, gratuitamente, há alguns anos atrás (não me recordo se foi 2013 ou 2014). A edição é econômica, mas o texto está na íntegra (meu exemplar é este também).

A menina que roubava livros
Tradução: Vera Ribeiro
Páginas: 480
Gênero: Ficção
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-98078-17-5
Lançamento: 15/02/2007


A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

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