[Resenha] O Terceiro Testamento

22 abril 2017

O Terceiro Testamento
Autor: Christopher Gali
Editora: Jangada
Número de Páginas: 416
Onde comprá-lo: Amazon

Sinopse: O mundo parece estar enlouquecendo. Em toda parte, as pessoas começam a ter visões. Um adolescente francês assiste a Joana D’Arc ser queimada na fogueira e até tenta tirar uma foto com o celular. Um rapaz do litoral norte europeu testemunha o desembarque dos vikings. E a presidente dos Estados Unidos tem visões de seus antecessores dentro da Casa Branca. Ninguém sabe se essas misteriosas aparições são uma espécie de alucinação coletiva, uma doença virótica causa por bioterrorismo ou um prenúncio do que, segundo algumas religiões, ocorrerá antes do Apocalipse: o Arrebatamento, quando Jesus vem buscar os escolhidos antes da batalha final entre as forças do Bem e do Mal. Com o tempo as visões se tornam cada vez mais reais, vivas, apocalípticas. Ocorrem suicídios em massa em várias partes do mundo. Algumas pessoas se voltam desesperadamente para a religião. Cientistas buscam uma explicação racional. O psiquiatra e neurocientista John Macbeth, à frente de um projeto para criar uma inteligência artificial autônoma, busca freneticamente uma resposta. Com uma equipe de cientistas e agentes do FBI, ele se empenha para descobrir o que está acontecendo antes que seja tarde demais. E descobre que a verdade por trás de tudo pode mudar os rumos da humanidade para sempre. E até custar a sua vida. Uma história eletrizante que o fará questionar a sua perspectiva da realidade. E até mesmo a sua sanidade...



Publicado lá fora em 2014, e com direitos adquiridos pela Jangada em 2017, Christopher Galt escreveu um livro que aborda diversos temas que, no final das contas, acabam se unindo: ficção científica, suspense, fim do mundo, além de fatos psiquiátricos, físicos e químicos.

Há um Projeto, coordenado pelo psiquiatra e neurocientista cognitivo John Macbeth. Ele prevê demonstrar, através da Inteligência Artificial que, quando o ser humano não se identifica com o mundo a sua volta, ele cria um, como se fizesse parte da sua própria realidade. E é a partir disso que os episódios começam a se desenvolver.

Peter Cobin, amigo de John Mackbeth, tinha algumas visões. 

Marie Thoulouze sente uma sensação de déjà-vu. Tudo ao seu redor muda e ela entra num cenário totalmente diferente do habitual. Como se estivesse dentro de um livro de história, ela vê sua heroína sendo queimada, injustamente. Joana d'Arc estava morta. 

Mary Dechaud, uma senhora de oitenta e quatro anos e que tinha lapsos de memórias, sempre voltava aos vinte e três, logo que casara com Joe, já falecido. 

Fabian Batelma, uma criança de catorze anos e desconectada do século XXI, totalmente fora de sua época, vê uma aldeia de vikings. 

Walt Ramirez estava de ronda pela Ponte Golden Gate quando cerca de trinta jovens pulam juntos. Um suicídio coletivo. Acho que este é o estopim para que algo fosse feito e as investigações começam a ser realizadas. No mundo todo estão ocorrendo suicídios coletivos, realizados de diversas maneiras, mas sempre com a frase de efeito ESTAMOS NOS TORNANDO, vista em cinquenta línguas, nas maiores cidades do mundo. Todos acham que é por causa do manuscrito do livro de John Astor, chamado "Fantasmas que nós mesmos criamos", cujo final era deixar quem o lesse louco (ou enxergasse uma verdade que nós não sabíamos). Na realidade, ninguém tinha a real certeza de que ele havia existido algum dia, mas nenhuma hipótese poderia ser deixada de lado. 

Josh Hoberman recebe, de madrugada, um bilhete da presidente dos Estados Unidos da América, Elizabeth Yates, através de Agentes do FBI pois ela também está tendo visões de ex-presidentes e até estagiários da Casa Branca. E quando o negócio vira caso federal, já sabem que o que há por trás é chumbo grosso. 

Estas e muitas outras visões são contadas em paralelo à história das figuras principais do livro. Exemplos, inclusive, de alucinações coletivas que estavam deixando o mundo em pane. E é justamente por ter muita informação junta que meu cérebro é que acabou tendo uma pane das grandes, rs.



Escrito em terceira pessoa, através de um narrador observador, O Terceiro Testamento aborda diversos fatos científicos, religiosos e do ser humano em sociedade. Além disso, tudo é construído em capítulos curtos e de rápida leitura.

O único problema, ao meu ver, foi a forma com a qual tudo foi disposto. Se houvesse uma separação mais clara das partes em que há uma histeria coletiva, e até mesmo individual, das demais cenas descritas no livro, como os projetos em que os personagens principais estavam entretidos, da investigação que eles acabam realizando, não teria dado um nó na minha cabeça. 

A capa demonstra bem tudo o que disse na resenha. Os lapsos de tempo são vistos a todo momento. A diagramação interna é relativamente simples e o livro é dividido em três partes que representam, tecnicamente, o antes, o durante e o depois desses episódios. Não encontrei erros de revisão, o que é um baita ponto positivo. O papel é pólen <3, então minhas mãos não reclamaram em momento nenhum por causa da aspereza dele, rs.

Em suma, o livro tem um ótimo enredo, só não está bem disposto.


9 comentários

  1. Olá! Não sou tão fã de ficção científica, mas gostei bastante do livro! A criação de uma realidade na mente da pessoa que não se identifica com a sua própria realidade deve ser um prato cheio para a leitura. Lapsos de memória, alucinações coletivas e visões devem deixar o livro prá lá de movimentado. Que pena que faltaram alguns detalhes, como a forma de colocar o enredo, que não permitiram a perfeição na leitura, mas vou coloca-lo em minha lista!
    Beijos!
    Karla Samira
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  2. Eu fiquei realmente bem envolvida e apaixonada pela sua resenha menina, com toda certeza adoraria ter a oportunidade de ler, ainda mais sobre Joana pois sou realmente admiradora, dica anotada e lindas fotos!
    Abraços

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  3. Eu quase pedi este livro mas fiquei com medo do que você colocou ali, uma questão de ficar um pouco confuso sabe, então pensei melhor e deixei passar, mas acho que é um tema que pode ser bem relevante já que é bastante atual.

    Greice
    www.blogandolivros.com

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  4. Oi, Pamela.
    Adorei a sua resenha e curiosamente, o que você apontou como negativo, foi o que mais me deixou animada para ler. Adoro essas histórias meio malucas e confusas, então acho que vou gostar desse livro! Dica anotada!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  5. Oi, tudo bem?
    Resenha bem feita, deixando bem claro os pontos positivos e negativos. Por se tratar de Ficção científica não me animei a ler, mas a história é bem interessante. Vale a pena indicar para os amigos que gostam desse gênero.

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  6. Ótima resenha! Gostei da sua sinceridade e vou deixar a dica passar. Não curto histórias confusas com muitos temas desenvolvidos ao mesmo tempo. Enredos abrangentes prefiro em filmes.
    Bjos,
    Cidália.

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  7. Olá!
    Apesar de não ser muito fã de ficção cientifica , fiquei interessada e mega curiosa com essa história, que tem tudo para prender o leitor do inicio ao fim, ainda mais regado de mistérios, espero poder conferir, seria ótimo, quem sabe não me conquista e eu comece a ler mais ficção cientifica rs' ótima resenha!

    Beijos!
    http://blogdatahis.blogspot.com.br/

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  8. Olá, tudo bem?
    Dessa vez o livro não chamou muito a minha atenção, apesar de a capa estar muito bonita, ficção não é um gênero que me agrada.
    Um beijo.

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  9. Olá, tudo bem?

    É uma pena quando o livro tem potencial mas não é tão bem trabalhado quanto poderia, fiquei com essa sensação ai ler a sua resenha. Ainda assim, confesso, fiquei curiosa com o enredo. XD

    Beijo.

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