[Resenha] Sol e Sonhos em Copacabana



Sol e Sonhos em Copacabana é um prato cheio para leitores fãs de romance de época, melhor ainda se passando em uma cidade tão conhecida por suas lindas paisagens.


Aqui encontramos uma história se passa por volta dos anos de 1900, em que conhecemos o jovem Jean-Jacques Chermont Vernier, embaixador francês que se acaba de se mudar para o Brasil para trabalhar como consultor econômico na embaixada francesa.


Encantado com as belezas encontradas aqui, depois de quase um ano morando no país, ele se depara com uma mulher encantadora, que o faz acreditar que está diante da mulher mais linda que já viu em toda sua vida.


Diante do Cabaré luxuoso Mère Louise ele conheceu Verônica, uma jovem alta, com pele dourada, olhos verdes e cabelos escuros.



Ele também chamou a atenção da bela, mas sabia que ela já tinha um envolvimento longo com o senador José Fernandes Alves Mendonça. Mesmo com esse detalhe, inicia-se um triângulo amoroso.


Jean notou que o envolvimento entre os dois, ela e José, apesar de longo, não era baseado em amor. Aproveitando a brecha, passou a conquistá-la aos poucos.


O desenvolvimento da história depois do triângulo se desenrola de forma maravilhosa. Em certos momentos nos deparamos com algumas informações políticas, como algumas críticas à República Velha do país. A história se passa durante o governo de Campos Sales.


Narrado em terceira pessoa, a obra não tem elementos tão simples como encontramos na maioria dos livros, mas é um detalhe que não dificulta tanto a sua leitura.


Outro ponto alto é a riqueza do autor em mencionar os detalhes, inclusive o cabaré existiu de fato em Copacabana.


Sol e Sonhos em Copacabana

Autor(a): Aliel Paione

Editora: Pandorga

Número de páginas: 384

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Sinopse: Jean-Jacques Chermont Vernier, jovem diplomata francês, chega ao Rio de Janeiro durante o governo Campos Sales, em 1900. Vem ao Brasil para trabalhar na embaixada da França como consultor econômico. Descendente de tradicional família de diplomatas, pertencentes à nobreza francesa, Jean-Jacques é induzido à carreira diplomática pela insistência de sua mãe, a condessa De Chermont. Jovem, idealista e romântico, Jean-Jacques sente-se decepcionado ao deparar-se com a aridez de seu trabalho, que confronta sua personalidade sensível e boêmia, ou sua maneira de encarar a vida. Jean-Jacques conhece, no cabaré Mère Louise, em Copacabana, uma mulher lindíssima, Verônica, e é dominado por uma paixão avassaladora. Verônica é uma tirana de corações, capaz de levar um homem do céu ao inferno com a mesma facilidade com que as folhas secas são sopradas pelo vento. Ele é correspondido, então iniciam um romance que, para Jean-Jacques, significa a plenitude de sua sensibilidade amorosa e estética. Porém, ela é amante de um respeitável senador da república, o senador José Fernandes Alves de Mendonça, que trabalha com o ministro da fazenda de Campos Sales, Joaquim Murtinho, nas negociações do Funding Loan. Tem-se, então, um triângulo amoroso de consequências e desdobramentos surpreendentes. Durante a narrativa, são efetuadas análises críticas históricas sobre a vida política e econômica do Brasil pertinentes à república velha, conexões que se estendem à época contemporânea. O cabaré Mère Louise realmente existiu na época e local descrito.


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