Resenha número 06.

02 dezembro 2011

Chão de Vento
Autor(a): Flora Figueiredo
Editora: Geração Editorial
Nota: 

Sinopse: Existe uma poesia feminina? Florbela Espanca e Henriqueta Lisboa eram vozes femininas na literatura? Ou eram apenas vozes poéticas? Quando Flora Figueiredo - autora deste Chão de Vento - escreve, ela o faz com uma voz feminina ou apenas, como dizia Jorge Luis Borges, busca sonhos no fundo do sonho? Procura a beleza, "um som d´água ou de bronze e uma sombra que passa", como queira Eugênio de Castro? Registra suas emoções e procura, no leitor ou leitora, eco para elas?
Flora Figueiredo, elogiada por Caio Fernando Abreu, Ferreira Gullar e Antonio Alçada Baptista, entre outros, é mais que apenas uma voz feminina em nossa poesia. A paixão pela poesia começou cedo, quando sua mãe, apreciadora do gênero, declamava poemas de Guilherme de Almeida, Cecília Meireles e Paulo Bonfim. A sonoridade desses poemas conquistou o coração de Flora para sempre.
O lugar de Flora é aquele lugar privilegiado dos poetas que também podem ser lidos pelas pessoas simples. Pessoas que gostam de palavras, de sons, de música. Experimente ler os poemas deste livro enquanto os ouve, declamados por ela mesma e Alberico Sobreira, com belas trilhas musicais, no CD que o acompanha. Fica mais doce. É puro encantamento.

Constituído por 61 poemas  e com prefácio de Álvaro Alves de Faria, o livro encanta a todos os leitores – inclusive eu, que tenho pouquíssimo contato com este gênero. Há poemas curtíssimos, compostos por apenas uma estrofe, e outros, compostos por páginas inteiras. Alguns, cheios de rimas. Outros, com total ausência delas. Toca o coração e a alma ver como ela conseguiu criá-los, descrevendo tudo o que vê a sua volta e consigo mesma.

Sobre a autora: Poeta, cronista e tradutora paulista, já foi consagrada pelo público com seus livros Florescência (1987), Calça de verão (1989) e Amor a céu aberto (1992). Rima, ritmo e bom humor são características da sua poesia. Flora deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graaça às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutiliza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.





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