[Entrevista] Dill Ferreira

03 outubro 2015

E hoje vamos conferir uma super entrevista, com uma de nossa leva de novos parceiros. Confiram aí embaixo o que ela tem a dizer!



ODDL - Quando começou a escrever, já seguia plano de seguir adiante com a carreira ou viver só de literatura?
Dill Ferreira: A princípio não tinha nenhum tipo de intenção a não ser escrever mesmo. Eu desejava colocar no papel o que ia sendo criado em minha mente, sem criar grandes ilusões. Mas após a publicação do meu primeiro livro (Casamento por Aparências), confesso que as intenções mudaram e muito rsrsrsrs.
Ainda não posso viver da literatura, mas a carreira que desejo curtir e seguir pela vida toda.

ODDL - Você começou a escrever com um vislumbre do clima, atmosfera, ambiente, ou “escrever” mesmo?
Dill Ferreira: Foi por tempo ocioso mesmo kkkkk. Na ocasião eu havia sido mãe recentemente e como sobrava tempo livre comecei a colocar no papel minhas ideias. Não me lembro de onde vieram se tive referências, pois faz mais de dez anos e recordo pouco a respeito. Mas foi muito gratificante começar a transformar uma folha de papel em branco em uma história.

ODDL - Escrever é só inspiração?
Dill Ferreira: Não, escrever é também ler muito, gostar de diversos assuntos e ter a delicadeza de capitar ideias em pequenos gestos ou movimentos que presenciamos ao longo dos dias. É preciso além de inspiração, aprender e aprender para assim colocar as ideias de forma ordenada e feliz.

ODDL - Quantas vezes você reescreve um texto ou livro?
Dill Ferreira: Sinceramente, quantas eu puder. Chega um momento em que é preciso me soltar da história porque a cada vez que a leio quero mudar algo, cortar uma coisa ou acrescentar outra. Acontece muito esse “fenômeno” com os escritores. Costumamos ás vezes até rir dessa estranheza. Com isso assim que leio umas poucas vezes logo trato de passar para frente, ou ficarei presa naquela história por tempo sem fim, mudando aqui e ali.

ODDL - O que é mais difícil de se escrever: A primeira, ou a última frase.
Dill Ferreira: No meu caso a última frase. Tenho muita facilidade em começar uma história. Já finalizá-la leva mais tempo. Todos os inícios que fiz permaneceram, já os finais mudou alguns e acredito que continuarei mudando, pois é mais difícil formular, no meu ponto de vista.

ODDL - Quem é seu primeiro leitor?
Dill Ferreira: Eu mesma. Preciso gostar da história para desejar passa-la para frente. Fazendo assim já vem aquele friozinho na barriga quando a obra cria suas próprias asas, imagine se não me sentir feliz com o que escrever?!

ODDL - Sua conta bancária e equiparável ao seu talento? Vale a pena sofrer por um salário mínimo de reconhecimento?
Dill Ferreira: Se escrevemos mais por prazer que por reconhecimento, sim vale a pena. Pois os resultados financeiros não irão nos afetar tanto quanto aconteceria se estivéssemos visando o lucro.
Minha conta bancária não está ao nível do dólar, infelizmente rsrsrsrsr. Mas penso que ela tem caminhado como é possível. E espero que não esteja comparável ao meu talento porque se estiver preciso melhorar  kkkkkkk.

ODDL - Você encara a literatura como um risco a se correr ou como forma de libertação.
Dill Ferreira: Tudo muda constantemente e na literatura não é diferente. Em uma obra podemos agradar um grupo especifico de leitores, em outra nem tanto. É um risco nesse sentido, mas o fator libertação ganha, disparado. Através da escrita posso desejar, construir e viver tudo.

ODDL - O que você acha sobre plágio? E sobre a difusão de um material de forma irregular?
Dill Ferreira: Um desrespeito dos grandes. Imagine você construindo uma casa com grande esforço, ou comprando um carro em longas parcelas e de repente sua casa é tomada por um “espertinho”, ou seu veículo roubado?! É exatamente assim que vejo o plágio e distribuição irregular de uma obra. Nesse caso nos tiram não somente o fator material, mas o sentimental também. É muito ruim passar por isso e como já passei posso dizer que o sentimento não é nada bom. Seria legal se todos refletissem melhor antes de cometer tais crimes contra um colega, contra um artista que busca a grandes custas seu espaço.

ODDL - Para finalizar, você acompanha a produção literária nacional? O que acha do que publicamos no Brasil?
Dill Ferreira: Sim acompanho e estou sempre aprendendo e ajudando aos colegas que chegam. A gama de obras brasileiras tem aumentado muito. Isso é maravilhoso, pois ajuda a mudar a visão que possuem sobre o nacional. É claro que assim como em outras atividades há criações que tem cunho distorcido e ao invés de fazerem literatura, focam levantar o ego ou alto promover a pessoa, mas penso que faz parte.

No entanto em grande maioria estamos chamando a atenção de forma positiva e isso é muito satisfatório e promissor.


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